MacBooks Air poderão ganhar processadores Penryn em breve

14 08 2008

Vem aí um update para os MacBooks Air, de acordo com informações obtidas peloPhoneNews.com. A máquina foi lançada em janeiro deste ano, portanto uma atualização já é mais do que esperada, após 7 meses no mercado.

O design do notebook deverá continuar o mesmo, mas a expectativa é de que ele incorpore um dos novos processadores Penryn da Intel — com 2.0GHz ou mais. Para compensar, a Apple deverá incluir uma bateria de maior capacidade e, por isso, o adaptador de força passará a ser o maior, de 60W, ao invés do atual, de 45W.

No final das contas, a máquina deverá aproximar-se bastante dos atuais MacBooks, internamente — estes, por sua vez, também deverão ser atualizados em breve. As configurações de SSD não deverão mudar muito, mas eles poderão ganhar discos-rígidos de 120GB e, opcionalmente, de 160GB — acompanhando quedas em preços de HDs de 1,8 polegada.

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Inauguração da Apple shop da Fnac Paulista

13 08 2008

Como já havíamos anunciado, na última quinta-feira, dia 07, aconteceu a inauguração de mais uma Apple shop, desta vez na Fnac da Av. Paulista, em São Paulo.

Representando o MacMagazine, fui muito bem recebida pelo diretor e toda a equipe da loja para fazer a cobertura do evento. O movimento era grande, mas ainda assim foi menor que na inauguração da a2YOU, em março deste ano. Apesar da ótima recepção, o atendimento deixou um pouco a desejar… Os vendedores pareciam estar mais focados nos iMacs e MacBooks para usuários novatos, mas não mostraram muito conhecimento em relação aos acessórios, por exemplo.

 

Quanto aos produtos, é claro que não podemos comparar este espaço com Apple Retail Stores ou Premium Resellers, mas na proporção de Apple shops, há uma boa diversidade de máquinas, softwares e acessórios.

As pessoas estavam um pouco tímidas para mexer nos Macs e iPods, pois o movimento estava concentrado bem em frente ao MacBook Air, como já era de se esperar… P

O que mais estranhei foi a falta de destaque para os iPods. No espaço Apple haviam só dois deles — um iPod touch e um iPod classic — sendo que encontrei outros modelos em outra parte da loja.

Uma avaliação positiva para a Fnac! Apesar de não chegar ao que nós, usuários Mac, queremos, é mais um passo para aumentar a popularidade da Apple no Brasil e, conseqüentemente, diminuir os preços e incentivar as ações da Maçã no país.





Macs estão presentes em 80% das grandes empresas de TI, diz estudo

5 08 2008

O Yankee Group conduziu recentemente uma pesquisa com cerca de 750 administradores de TI e executivos de nível C, sendo que foi constatado que de três a cada quatro empresas — ou cerca de 80% das corporações participantes — possuem pelo menos alguns Macs funcionando em seus ambientes de rede.

Isso revela que a presença de computadores da Apple em ambientes corporativos vem ganhando impulso significativo nos últimos meses, graças ao enorme crescimento queestamos acompanhando em suas vendas, nunca antes visto na história da companhia.

 

Quase 25% dos entrevistados pela pesquisa disseram que suas empresas possuem um número “considerável” de Macs em funcionamento nos seus ambientes de trabalho, que pode chegar a 50 unidades em alguns casos, um número bastante significativo.

Foi também revelado pelo Yankee Group uma série de recursos do Mac OS X que podem ser considerados motivos para usuários corporativos adotarem computadores da Apple em seus ambientes de trabalho. Entre eles, destacam-se o Safari, navegador considerado sofisticado por uma boa parte dos participantes do estudo.

Além disso, também figuram na lista o iChat — por permitir comunicação facilitada com usuários em uma mesma rede —, o recurso de segurança FileVault — que fornece criptografia de disco aos Macs para proteger os dados contra acesso não autorizado e nos casos de roubo ou furto do computador — e o Time Machine, solução de backup introduzida na última versão do Mac OS X.

Para alguns analistas, a Apple deveria se concentrar mais na adição de novos recursos empresariais em seu sistema operacional, para facilitar a adoção dos seus computadores dentro de corporações. Um dos mais importantes, na minha opinião, já está previsto para a próxima versão do Mac OS X: suporte ao Microsoft Exchange 2007, algo bastante utilizado em ambientes corporativos.

Isso não quer dizer que a Maçã não se importa com o mundo empresarial e na possibilidade de utilizar Macs neste nicho. Prova disso é a enorme quantidade de dicas, vídeos e perfis empresariais que estão disponíveis para profissionais conferirem no site da companhia, conteúdo este que não pára de crescer a cada semana.





A Apple está sendo vítima do seu próprio sucesso

5 08 2008

Esta é uma expressão tipicamente francesa: “ser vítima do próprio sucesso”. O grande risco de toda empresa que cresce muito rápido é o de cair muito rápido, também. E para nós, macmaníacos de longos anos, pode significar o início do fim de uma era.

Revista Wired

O fato é que a Apple está crescendo numa velocidade assustadora. Basta lembrar que, há apenas dois anos, a marca dificilmente era citada em sites que não fossem especializados em Macintosh. Hoje, até minha tia do interior já sabe o que significa aquela maçãzinha mordida. E o preço das ações, então? Dias antes do anúncio do iPhone, a unidade valia US$85; um ano depois, quase tocava os US$200, ou seja, um crescimento de mais de 235% em apenas 12 meses!

Um crescimento tão rápido assim acontece sem conseqüências? É o que vamos analisar agora.

 

A Apple optou por difundir ao máximo sua marca. Seus produtos se popularizaram como nunca antes em sua história, com direito até à falsificação chinesa na 25 de Março (famosa região de comércios populares em São Paulo).

O problema quando temos muita demanda em tão pouco tempo é que qualidade inevitavelmente cai. Justamente o que sempre foi um ponto forte dos produtos da Apple, pode agora se transformar no seu calcanhar de Aquiles.

Os sintomas começaram a ser notados já no lançamento do Mac OS X Leopard. Previsto anteriormente para junho de 2007, o sistema só viu a luz do dia no final de outubro, por culpa do iPhone. Eu fui um dos que foi beneficiado pelo update gratuito do sistema — por ter comprado um iMac dias antes —, mas sofri muito com a sua instalação. Nada funcionava, aplicativos fechavam sem motivo aparente e me acostumei com, no mínimo, um kernel panic por dia; foi um verdadeiro inferno. Nunca tive um sistema tão instável nem nos tempos do saudoso System 7. E é horrível você ter acabado de comprar um computador topo-de-linha e vê-lo com tantos problemas assim. As coisas só começaram a voltar ao normal semanas depois, quando a Apple liberou uma atualização do firmware que reparava uma incompatibilidade do novo sistema com a placa gráfica do meu computador.

Aí eu me pergunto: o sistema operacional é incompatível com o computador da própria empresa? Como assim?

Na mesma época, convenci uma amiga a trocar seu notebook feio por um lindo MacBook. Dois meses depois, ela me liga, reclamando que um pedaço ao lado do teclado havia rachado. “O quê? Impossível! Isso é um produto Apple, você é que deve ter feito algo errado”, respondi. Infelizmente (ou felizmente, para ela) a assistência técnica oficial não concordou comigo: aceitou trocar todo o case sem cobrar um tostão, pois era um problema que vários MacBooks estavam apresentando.

E, de novo, me pergunto: Cases de computadores da Apple rachando após dois meses de uso? Como assim?

Veio o novo iPhone 3G e, com ele, o fiasco no dia do lançamento: os servidores caíram e deixaram fora do ar centenas de novos clientes que haviam acabado de comprar seu sonhado telefone. O grande problema foi que ela, nessa fase megalomaníaca pela qual passa, resolveu lançar quatro grandes produtos no mesmo dia: OS X iPhone 2.0, App Store, iPhone 3G e MobileMe. Óbvio que os servidores, por melhor que fossem, não conseguiriam agüentar. Por mais que o tio Jobs assuma que foi um erro, é tarde demais para lamentar, pois o estrago na imagem já foi feito.

Aliás, o MobileMe (sempre fui contra esse nome) veio substituir o .Mac, serviço que funcionou razoavelmente bem durante alguns anos. Ele tinha chegado a uma maturidade que o velho iTools (lembram dele?) sempre quis, mas nunca alcançou. Aí os fiéis clientes que por anos pagaram pelo serviço tiveram que ficar alguns dias sem poder acessar seus emails (muitos deles profissionais), justamente por causa do recém-nascido. Anos de confiança jogados no lixo, tem sentido isso? Por que não lançar um serviço paralelo e fazer a transição gradualmente? Não dá para entender.

E as rachaduras no novo iPhone branco em menos de um mês de uso? Como se explicam? Sou forçado a repetir: “Como assim?!”

Poderíamos ficar horas aqui enumerando os vários problemas da Apple de um ano para cá (e tenho certeza que vocês citarão muitos outros nos comentários). Mas o que temos que analisar é o perigo que a Apple está correndo se continuar com essa política de querer dominar o mundo antes que Jobs saia do comando. É isso mesmo: a impressão que dá é que a doença dele fez com que os acionistas quisessem acelerar todas as novidades possíveis enquanto ele ainda está na presidência.

Mas isso pode acabar muito mal. Muitos dos novos clientes que estão descobrindo a Apple só agora podem começar a considerá-la como sinônimo de mal serviço ou baixa qualidade, o que acaba com qualquer empresa. O risco é que o sonho que sempre tivemos (ver a Apple grande e popular) se transforme em nosso maior pesadelo.

Quantidade nunca pode prevalecer sobre a qualidade e parece que é isso que está acontecendo na Apple. Até quando isso durará?

O problema é que nos acostumamos muito mal. Por anos, tivemos produtos de ótimo nível pelos quais nunca nos importamos em pagar um pouco mais. Será que não podemos querer essa qualidade de volta? Ou seria o início do fim para a Apple?

O tempo dirá…